Antes de começar
Você precisa de um canal de vídeo ativo, com SRT habilitado, e de um encoder compatível com SRT. Para testar a recepção, prepare também um receptor compatível, como VLC ou FFmpeg com suporte SRT. A ingestão e a saída SRT estão incluídas nos planos de vídeo; os limites do plano e a franquia de transferência continuam valendo.
- Obtenha os dados atuais de conexão no painel e consulte o suporte se algum campo não aparecer.
- Prepare um sinal de teste com imagem, áudio e um relógio visível para avaliar o percurso completo.
- Verifique se a rede permite tráfego UDP para o host e a porta atribuídos. Uma conexão RTMP funcionando não confirma que SRT esteja permitido.
1. Diferencie publicação, reprodução e modo SRT
| Conexão | Seu equipamento | Dados que você deve usar |
|---|---|---|
| Publicar na XtreamCast | Encoder em modo caller; o servidor atua como listener. | URL de ingestão SRT e credencial de publicação do canal. |
| Receber da XtreamCast | Receptor em modo caller; o servidor atua como listener. | URL de reprodução SRT do canal. |
Caller indica qual lado inicia a conexão; não significa necessariamente emissor. Copie separadamente os endereços de entrada e saída. A reprodução pode usar uma porta dedicada ou compartilhada com stream ID, conforme a atribuição do canal. Não invente uma porta nem adicione um stream ID a uma URL fornecida sem ele.
2. Copie a URL completa e proteja o stream ID
Na ingestão atual com stream ID, o endereço identifica o canal e inclui um token de publicação. Este exemplo mostra a estrutura com valores fictícios; não é um endereço utilizável:
srt://HOST:PORT?mode=caller&streamid=VHOST%2FAPP%2FSTREAM%3Ftoken%3DTOKENSe o encoder tiver um campo separado para Stream ID, o formato lógico está abaixo. Use o valor no formato esperado pelo encoder; %2F, %3F e %3D em uma URL representam caracteres codificados. Não codifique o valor duas vezes.
VHOST/APP/STREAM?token=TOKENA URL de publicação e o token são confidenciais. Não os coloque em sites, repositórios, capturas públicas ou chamados sem ocultá-los. Se forem expostos, solicite novas credenciais e atualize os encoders. A autenticação por token não comprova que o transporte esteja criptografado.
Os formatos de autenticação podem variar entre servidores. Use sempre os dados atuais do painel. Não adicione passphrase, pbkeylen ou parâmetros de outro fornecedor. Se precisar de criptografia de transporte, confirme a disponibilidade e a configuração das duas pontas com o suporte antes de transmitir.
3. Configure o encoder e envie um sinal de teste
- Selecione uma saída SRT no encoder. Os nomes dos campos dependem do programa e da versão.
- Configure o modo caller e cole a URL completa do painel, ou separe host, porta e stream ID quando o encoder exigir.
- Use codecs, resolução e bitrate compatíveis com seu canal. Confirme o perfil com o suporte se o destino ou player precisar de uma configuração específica.
- Ajuste o buffer de latência SRT para a rede que será usada. Confira as unidades do encoder: os campos de latência não usam a mesma unidade em todos os programas.
- Inicie a saída e verifique se o painel recebe vídeo e áudio. Se não houver sinal, pare o teste e consulte a tabela de diagnóstico.
SRT pode recuperar pacotes dentro de sua janela de tempo. Um buffer curto demais reduz a margem de recuperação; um buffer maior acrescenta atraso. SRT não substitui uma conexão com capacidade suficiente nem recupera uma desconexão prolongada.
4. Verifique ingestão e reprodução separadamente
- Abra o player ou a URL HLS do canal para confirmar que a ingestão chegou ao servidor. Essa reprodução tem seu próprio buffer.
- Abra a URL de reprodução SRT no receptor compatível. Não use a URL secreta de publicação nesse teste.
- Confira imagem, áudio, sincronização e continuidade. Repita com as redes e os dispositivos previstos para o evento.
- Para estimar a latência, compare o relógio visível na fonte com a imagem recebida nas mesmas condições. Anote encoder, buffer, rede, receptor e horário do teste.
- Ensaie também a perda e a recuperação do link em um canal de teste. Defina quem muda para um link de reserva; não pressuponha failover automático.
Estas são etapas de validação para você executar no canal. Não representam medições publicadas de latência, disponibilidade ou recuperação de pacotes.
Diagnóstico de problemas frequentes
| Sintoma | O que verificar |
|---|---|
| Não conecta ou o tempo de espera termina | Host, porta, modo caller, canal ativo e tráfego UDP permitido. Confirme que SRT esteja habilitado no canal e no servidor. |
| Conecta e fecha imediatamente | Token, stream ID completo e URL correta de ingestão ou reprodução. Copie novamente do painel sem espaços extras. |
| Conecta, mas não há imagem ou áudio | Saída ativa do encoder, codecs compatíveis e seleção de faixas. Teste primeiro a ingestão e depois cada saída. |
| Imagem travando ou interrompida | Bitrate em relação ao upload disponível, perda de rede e buffer SRT. Reduza o bitrate e meça novamente antes de aumentar a resolução. |
| Atraso maior que o esperado | Captura, encoder, buffer SRT, distância e receptor. Não confunda atraso de transporte com a latência total do player HLS. |
Ao contatar o suporte, informe o identificador do canal, data e hora com fuso horário, encoder e versão, rede utilizada e erro observado. Oculte tokens e senhas em capturas e registros.
Limites que você deve prever
Não há garantia de perda zero, recuperação de todos os pacotes ou latência fixa. A criptografia exige confirmação da configuração. FEC, bonding de várias conexões e troca automática para um link de reserva não decorrem do suporte SRT: se fizerem parte da produção, valide os equipamentos e o escopo do serviço separadamente.